domingo, 11 de setembro de 2011

10 anos depois talvez não se deva esquecer nada...



Difícil esquecer aquela manha. A operação de ver e de ouvir foi demais para que seja possível apagá-la. Pode acontecer que gravado profundamente na memoria, abale as convicções e a imaginação de coisas indestrutíveis, alterando a opinião sobre povos e religiões. O tempo restaura o sentimento trazendo perspectivas de futuro ou reconhecendo que, o terror é o princípio fundamental da religião, que só admite pequenos intervalos para o prazer.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O céu não torna o mar azul.

Photo Orlando Almeida


Aqui nesta praia onde o reflexo do céu não torna o mar azul, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo... "

quinta-feira, 1 de setembro de 2011




Gonçalo Cadilhe num 31 em Agosto

Photo Orlando Almeida

"... Para lá da fase inicial da expansão portuguesa, não houve grandes epopeias colectivas, embora um ou outro indivíduo tenha feito coisas extraordinárias . Mas após a conquista e o estabelecimento das suas bases - Goa, Malaca, Macau, Brasil - o português deixo de viajar, limitou-se a emigrar. E se a vida lhe correu bem além-mar, e quase sempre correu, então já nem chegou a regressar. ..." Diário de Notícias 31.08.11




terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mário de Carvalho num 31 em Agosto

Photo Orlando Almeida

"... Lembra-se de Lenine?... Ele dizia que não há revolução sem teoria revolucionária, e tinha razão. Durante a Revolução Francesa, havia uma forte componente ideológica por parte das pessoas que tinha lido Rouseau; na revolução Russa, também avia uma teoria e até um partido revolucionário. Sem teoria revolucionária há apenas tumultos e não existe a vontade de passar a um outro estádio, o de construir uma sociedade melhor. É apenas uma vontade de vociferação ou como no caso que aconteceu em Inglaterra e em França, há uns anos, uma situação que pode levar ao desespero. É como o que está a acontecer no Egipto que é desolador. ..." Diário de Notícias 30.08.11

Francisco Moita Flores num 31 em Agosto

Photo Orlando Almeida

"... Não sei, desconheço todo o debate sobre a regionalizção. Mas sei que, isto com os olhos mais sociológicos do que os da política, que este rio-o-Tejo não é um rio que une, é um rio que divide mesmo. Do lado de lá do rio que passa em Santarém, é completamente diferente a economia, a escala de produção e de riqueza. A coesão territorial entre a margem esquerda e direita é completamente diferente. A margem esquerda tem o proletariado rural muito forte e uma dispersão de serviço, enquanto esta margem direita possui as grandes centrais de distribuição e plataformas logísticas, serviços e turismo. E se um dia houver regionalização não me surpreende que o Tejo seja uma linha administrativa. ..." Diário de Notícias 29.08.11

domingo, 28 de agosto de 2011

Carlos do Carmo num 31 em Agosto

Photo Orlando Almeida

"... Não, não me revejo neste Portugal e digo porquê. Eu não sou dado - talvez seja a primeira vez que vá falar numa pessoa - a ataques pessoais mas tenho necessidade de pedir ás pessoas que façam o favor de pensar. Vou tão somente falar de uma pessoa: Aníbal Cavaco Silva. Que foi primeiro-ministro deste país quando entravam vagões de dinheiro e nunca o ouvi dizer " Este dinheiro tem que ser pago"! Quando era primeiro-ministro, as nossas pescas foram vendidas a pataco, a nossa industria quase desapareceu, e o País tornou-se um caso curioso: um barco onde tudo o que estava a bombordo passou para estibordo. Encostámo-nos ao litoral e o barco está todo adornado - parece poder virar qualquer momento. Não satisfeito com isso, os portugueses elegeram-no de novo para presidente da República e ele, neste estatuto, além de se calar quando deve falar - mas só fala de economia - disse num determinado momento: " É preciso olhar para o mar. É preciso que as pessoas voltem para o campo. " E eu ouvi isto " Este homem está-me a gozar!" É tão fácil bater em Guterres, em Santana Lopes, em Durão Barroso ou em Sócrates. Não quero centar-me numa pessoa e dizer " Eis aqui o bode expiatório disto tudo" pretendo é alertar os portugueses que têm esta tendência para ter um paizinho, só que precisamos é de ter paizinho sério. E merecemos mais do que este homem, que foi primeiro-ministro e que é Presidente da República. ..." Diário de Notícias 28.08.11