sábado, 27 de agosto de 2011

Mário Nogueira num 31 em Agosto

Photo Orlando Almeida

"... A questão é se Nuno Crato vai governar ou se vai ser a continuação do que foi Isabel Alçada? Se aquilo que Nuno Crato vai ter de fazer é cumprir as orientações e os desígnios das Finanças? A questão dos cortes na Educação tem a ver com uma coisa tão simples como isto: queremos que as escolas funcionem ou não? Queremos que tenham qualidade ou não? Queremos comparar-nos com a Finlândia ou não? É que na Finlândia quando a escola tem 600 alunos é considerada um problema e divide-se em duas. Em Portugal quando tem 600 alunos, agrupa-se a outras para dar 3000 e ficar mais barato. Na Finlândia, procura-se que os professores tenham estabilidade no local de trabalho, em Portugal temos mais de 30% de contratados e de precários nas escolas. ..." Diário de Notícias 27.08.11

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Maria josé Morgado num 31 em Agosto

Photo Orlando Almeida

"... "Foste intolerável com a corrupção com os cobardes e oportunistas" Nessa parte nós éramos os dois muito iguais. Estivemos juntos sempre desde que nos conhecemos e até que a morte nos separou. E esse era um cimento também que nos unia. A morte é sempre um fim que que se transforma num princípio também, paradoxalmente. Porque, a partir daí, temos de reiniciar. É como um rebobinar da história e um recomeçar para não esquecer e manter a chama viva. ..." Diário de Notícias 26.08.11

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Antonio Carvalho da Silva num 31 em Agosto

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"... Não sabemos qual é a dimensão da crise, nem quando vão surgir as alternativas, só sabemos é que, se há crise vai haver saída. Há muito a tendência de dizer, de forma simplista, que a crise é um momento de oportunidade. Creio que é preciso corrigir isso basta citar um monge italiano que, ao fazer no título uma referencia à bíblia, afirma que "os tempos de crise são dias maus". O que acaba por impulsionar as saídas é aquilo a que Bento Jesus Caraça chamava o despertar da alma colectiva. É uma reacção em que o colectivo toma consciência de que não pode ir por aqui e tem uma atitude que pode ser de reforma ou de ruptura. Uma coisa eu posso dizer, é que ao longo da História sempre que a sociedade está a caminho do descalabro, os trabalhadores e os sindicatos levam porrada de criar bicho. ..." Diário de Noticias 25.08.11

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

João Lobo Antunes num 31 em Agosto

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"... Não, não vou facilitar nada. O ministro da Saúde, que conheço e respeito muito, é um homem com sentido das dificuldades económicas do País e tem que encontrar os profissionais de saúde sem afectar os cuidados que se prestam. Temos que assumir uma consciência, como cidadãos, de que estamos solidariamente neste barco que mete água e que estamos a tirá-la cá para fora porque não queremos ir para o fundo. ..." Diário de Notícias 24.08.11

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Anselmo Borges num 31 em Agosto

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"... Costumo dizer que verdadeiramente religioso só aquele que é místico. Quando falamos da religião, de que é que falamos? Falamos da religião sempre com interesses políticos de geoestratégia ou económicos? Então ai já temos a religião exactamente nessa confusão.Por isso, verdadeiramente religioso é o místico. Porquê? Porque chegou aí depois, de derrubar todos os ídolos e, neste sentido diria que só pode ser verdadeiramente crente o que passou pelo ateísmo, no sentido de ter deitado abaixo todos os ídolos. ..." Diário de Notícias 23.08.11

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

António Mega Ferreira num 31 em Agosto

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"... Há um fatalismo tradicional, e a imagem que temos de nós próprios, historicamente, é tendencialmente negativa, com algumas excepções. De vez em quando temos uns ataques de euforia e achamos que somos imediatamente os melhores do mundo. Não somos, estamos muito longe de ser os piores. Esse fatalismo e essa forma muito negativa tem de ver com a nossa própria periferia geográfica . ..." Diário de Notícias 22.08.11

domingo, 21 de agosto de 2011

Alexandra Lencastre num 31 em Agosto

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"... Vou revelar um segredo: se pudesse, eu já não era actriz há muito tempo. Talvez nem me tivesse tornado actriz se fosse até ao fim do meu curso de Filosofia, se tivesse encontrado um rapaz que estivesse mesmo ali em frente, na Faculdade de Direito, e tivéssemos tido uma grande paixão e três bebés de seguida. E eu faria teatro no Natal para a família, punha as criancinhas todas a representar enquanto me vestia de de Pai Natal ou de Fada dos Dentes. E ai realizando a minha necessidade de chamar a atenção ou de qualquer coisa que ainda nem sequer cheguei muito a perceber o que é. Ás tantas, uma pessoa começa a trabalhar e deixa de pensar no porquê. Provavelmente vou dizer um sacrilégio, mas trabalho por necessidade - tenho um emprego, que falta a muitos colegas, realizadores e directores -, mas a maior parte das coisas que faço não me dão prazer. ..." Diário de Notícias 21.08.11