domingo, 14 de agosto de 2011

Henrique Granadeiro num 31 em Agosto

Photo Orlando Almeida

"... É um dos complexos portugueses que só nos traz prejuízos. Mas de facto é que 99,9% dos accionistas na assembleia geral votaram o fim da golden share, pelo que não há lugar a duvidas nem estados de alma. Mas uma vez que eliminámos as golden shares, o País tem o crédito de exigir o fim da Europa a várias velocidades em que vivemos. Há vários países da União que mantêm formas de controlo e até de domínio sobre as suas operadoras. esta assimetria injusta favorece os países mais fortes no processo inevitável de consolidação que vem a caminho. Não deixa de ser irónico que a troika tenha imposto à Grécia a venda da sua participação na OTE (telecomunicações gregas). O comprador natural e único é a Deutsch Telekom, que por sinal é detida directamente em 34% pelo Estado alemão. Aquilo que não é permitido ao Estado alemão, o que resulta numa situação, em certa medida, colonial. ..." Diário de Notícias 14.08.11

sábado, 13 de agosto de 2011

Inês Pedrosa num 31 em agosto

Photo Orlando Almeida

"... Mesmo a "sardinha" Fernando Pessoa precisa de ser bastante mais cozinhada. Não tem havido sensibilidade política para perceber o potencial extraordinário que Fernando Pessoa tem para se tornar uma montra, não só da literatura mas de toda a cultura. Raramente se encontra um escritor tão enraizado e que tenha escrito tanto sobre uma só cidade como ele fez sobre Lisboa. Basta ver o que Kafka fez por Praga! E Kafka não deixo em Praga as marcas que tem Pessoa. ..." Diário de Notícias 13.08.11

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Daniel Oliveira num 31 em Agosto

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"... Não estou a pensar sair do Bloco de Esquerda. Estou lá desde a primeira hora e intervenho. As minhas discordâncias dão com a direcção, e o Bloco não é a sua direcção. As direcções são transitórias, tal como os partidos, por isso tenciono continuar a intervir na vida doBloco de Esquerda e a defender os meus pontos de vista dentro e fora do partido. Não faço juras de casamento eterno, mas também não procuro divórcio a cada minuto. ..." Diario de Notícias 12.08.11

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fátima Lopes num 31 em Agosto

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"...Eu não vejo televisão há três semanas. Não sei o que passa! Evidentemente. Alberto João Jardim é um político, de que os madeirenses gostam porque tem obra feita. Ninguém lhe pode retirar isso. Pessoalmente, não gosto de ouvir alguns discursos. Acho que nem eu nem a maior parte dos portugueses se revêem nalgumas coisas que são ditas. ..." Diário de Notícias 11.08..11

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

José Miguel Júdice num 31 em Agosto

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"... Todos eles são filhos e netos de Sá Carneiro. Como nas famílias - nem sempre os filhos correspondem ao que os pais gostavam -, há evoluções naturais, e mesmo Sá Carneiro não seria igual ao que era há 30 anos. Há uns anos, fiz uma provocação: se o PS em 80 fosse o que é hoje, muito provavelmente Sá Carneiro era PS e não haveria PSD.
Hoje em dia o PSD e o PS não se distinguem a não ser em nuances. Eu vi o PSD a atacar pela esquerda José Sócrates. Que ideologia é esta? Não me parece que haja ideologia, a não ser no PCP e no CDS. ..." Diário de Notícias 10.08.11

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fernando Rosas num 31 em Agosto

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"... Porque temos tido ao longo da nossa história uma elite e uma oligarquia muito fracas. Tivemos três grandes oportunidades históricas de muito dinheiro: os fundos da Índia do século XVI - delapidados por uma oligarquia dominada pela aristocracia e pela ausência de burguesia que soubesse multiplicar os rendimentos da pimenta e das especiarias; tivemos no século XVII o ouro e os diamantes do Brasil - foi a Mafra do D. João V, ainda que tivesse aparecido o Marquês de Pombal, um grande estratega da modernização económica, mal-grado a desgraça das invasões francesas; e tivemos a Europa e os fundos estruturais europeus - que chegaram a dar um milhão de contos por dia. ..." Diário de Notícias 09.08.11

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Alice Vieira num 31 em Agosto

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"...Escreve-se muito! Entra-se numa livraria - como dizia o Borges: " Tanto livro que eu nunca hei de ler "- e fico pasmada. Acho que se publica demais; que se publica tudo. E fica difícil distinguir o livro que é bom daquele que não é. Há mesmo uma overdose de livros - o que não é muito salutar - , para além de que se editam coisas muito más, a que se dá muita visibilidade, e coisas boas,de que não se fala. Ou seja, a literatura portuguesa está a atravessar uma época em que se escreve tudo da mesma maneira. ..." Diário de Notícias 08.11.11