terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fernando Rosas num 31 em Agosto

Photo Orlando Almeida

"... Porque temos tido ao longo da nossa história uma elite e uma oligarquia muito fracas. Tivemos três grandes oportunidades históricas de muito dinheiro: os fundos da Índia do século XVI - delapidados por uma oligarquia dominada pela aristocracia e pela ausência de burguesia que soubesse multiplicar os rendimentos da pimenta e das especiarias; tivemos no século XVII o ouro e os diamantes do Brasil - foi a Mafra do D. João V, ainda que tivesse aparecido o Marquês de Pombal, um grande estratega da modernização económica, mal-grado a desgraça das invasões francesas; e tivemos a Europa e os fundos estruturais europeus - que chegaram a dar um milhão de contos por dia. ..." Diário de Notícias 09.08.11

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Alice Vieira num 31 em Agosto

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"...Escreve-se muito! Entra-se numa livraria - como dizia o Borges: " Tanto livro que eu nunca hei de ler "- e fico pasmada. Acho que se publica demais; que se publica tudo. E fica difícil distinguir o livro que é bom daquele que não é. Há mesmo uma overdose de livros - o que não é muito salutar - , para além de que se editam coisas muito más, a que se dá muita visibilidade, e coisas boas,de que não se fala. Ou seja, a literatura portuguesa está a atravessar uma época em que se escreve tudo da mesma maneira. ..." Diário de Notícias 08.11.11

domingo, 7 de agosto de 2011

Miguel Sousa Tavares num 31 em Agosto

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"... Só vejo o Presidente falar pós factos consumados, a fazer análise e constatações óbvias. Agora alerta contra as agências de rating, mas há seis meses era para que não fôssemos contra elas, porque estavam a fazer o seu trabalho. A sua capacidade de previsão - que se está sempre a auto-elogiar! - é muito curta. ..." Diário de Notícias 07.08.11

sábado, 6 de agosto de 2011

José Gil num 31 em Agosto

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"... Os portugueses - têm medo da vida deles; têm medo de desencadear vida neles; têm medo de ultrapassar uma regra, uma norma que possa ser para um risco e comportar um um risco ou um excesso. Há uma normalização que é uma espécie de principio de vida e que implica uma série de inibições voluntárias e involuntárias na vida dos portugueses. Acho que se arrisca pouco em todos os planos e que se não arrisca não se faz nada. eu não gosto de citar grandes nomes, mas há uma frase se Wittgenstein que dá a medida disto: " O génio é a coragem. " Fernando Pessoa quando era novinho disse: "Eu serei um génio." Os que no século XX foram geniais - ,foram os que muitas vezes fizeram aquilo que foi reconhecido como experiências -limite. Quer dizer que foram até ao fim. ..." Diario de Noticias 06.08.11

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Maria Filomena Monica num 31 em Agosto

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"... É tão caricato que de início julguei que era uma brincadeira! Só quando vi a fotografia dele num café em Paris, é que acreditei. Só que aquela cabeça é irreformável e o facto de alguem que foi primeiro-ministro ter explicações de filosofia para Paris é tão risível que eu nem acreditava. podia aprofundar o inglês, porque não dá para mais! É, de facto, como disse uma vez na televisão, um delinquente político, e parte do que vamos sofrer deve-se a vários governos, mas tambem ao de Sócrates. E que ele se vá pirar para Paris, acho caricato!... " Diário de Noticias 05.08.11

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Marta Crawford num 31 em Agosto

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"... Sou terrível com o ponto G; estou sempre a mandá-lo para o caixote do lixo. É mais uma das situações em que criamos um novo grau da sexualidade e do prazer feminino. É do tamanho de uma moeda de 50 escudos (dois euros) e que friccionando ou pressionando dará prazer à mulher. Há uma que se calhar têm, outras que têm vontade de urinar e outras que não lhes acontece nada. Enfim, há muita ficção à volta do ponto G e estou-me a borrifar para ele. ..." Diário de Notícias 04.08.11

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

José Luís Peixoto num 31 em Agosto

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" ... Não tenho a certeza de que os outros sejam capazes de ententer, porque os símbolos que utilizo para o dizer são meus - a linguagem é minha e a pele tambem. Eu tenho um texto em que escrevi que a pele é por excelência aquilo que é mais importante para os outros.
Se para os outros a pele é superfície, para nós é o órgão com o qual sentimos o mundo. A pele é um sentido é o tacto, e a sensibilidade tem muito a ver com a pele... " Diário de Notícias 03.08.11